Começar a investir pode parecer mais complicado do que realmente é.
Quem entra nesse universo encontra rapidamente uma sequência de nomes e siglas:
CDB, Tesouro Direto, LCI, LCA, ações, fundos, ETFs, CDI, Selic, IPCA.
O problema é que muita gente começa pela pergunta errada:
“Qual investimento rende mais?”
Antes de procurar a maior rentabilidade, existem perguntas mais importantes:
Para que você está investindo?
Quando pretende utilizar esse dinheiro?
Quanto risco consegue assumir?
Você pode precisar resgatar o dinheiro rapidamente?
Sua vida financeira está preparada para investir?
Investir não é simplesmente procurar onde colocar dinheiro.
É escolher instrumentos adequados aos seus objetivos.
Neste guia, você vai entender os conceitos básicos necessários para começar a investir de maneira mais consciente.
Índice:
- O que significa investir?
- Antes de investir, organize sua vida financeira
- Crie uma reserva para emergências
- Defina por que você está investindo
- Defina o prazo do objetivo
- Entenda três conceitos antes de escolher qualquer investimento
- O que é retorno?
- O que é risco?
- O que é liquidez?
- Renda fixa e renda variável: qual é a diferença?
- O que é renda fixa?
- O que é renda variável?
- O que é Tesouro Direto?
- O que é CDB?
- O que são LCI e LCA?
- O que são ações?
- O que são fundos de investimento?
- O que são ETFs?
- O que significa diversificar?
- O que é perfil de investidor?
- Com quanto dinheiro posso começar a investir?
- É melhor investir R$ 100 hoje ou esperar juntar mais?
- Como escolher uma instituição para investir?
- Como fazer o primeiro investimento?
- Preciso acompanhar meus investimentos todos os dias?
- Devo investir todo mês?
- Investir é diferente de poupar?
- Poupança é investimento?
- Preciso investir em ações?
- Investimento de alto retorno é sempre melhor?
- Cuidado com promessas de investimento garantido
- Criptomoedas são um bom investimento para iniciantes?
- Qual é o melhor investimento para quem está começando?
- Um exemplo de como pensar
- Um plano simples para começar
- Você não precisa saber tudo para começar
O que significa investir?
Investir significa aplicar recursos com a expectativa de obter algum resultado financeiro ao longo do tempo, assumindo as condições e os riscos daquele investimento.
Dependendo do produto, você pode estar:
- emprestando dinheiro ao governo;
- emprestando dinheiro a uma instituição financeira;
- financiando empresas;
- comprando participação em empresas;
- investindo por meio de fundos;
- adquirindo outros tipos de ativos.
Cada investimento funciona de maneira diferente.
Por isso, a primeira coisa que um iniciante precisa entender é:
investimento não é sinônimo de dinheiro garantido.
Todo investimento possui características e riscos que precisam ser conhecidos.
Antes de investir, organize sua vida financeira
O investimento começa antes da primeira aplicação.
Primeiro, você precisa saber:
- quanto ganha;
- quanto gasta;
- quais dívidas possui;
- quanto consegue separar;
- quais são seus objetivos.
Se você não sabe quanto sobra por mês, será difícil manter aportes regularmente. Vale a pena conferir nosso guia completo para organizar a vida financeira do zero antes de dar o próximo passo.
Também é importante analisar suas dívidas.
Existem dívidas com custos financeiros elevados. Em determinadas situações, reduzir ou quitar essas dívidas pode ser mais urgente do que procurar um investimento. Se esse for o seu caso, veja nosso guia sobre como sair das dívidas e reorganizar a vida financeira antes de decidir quanto destinar aos investimentos.
Isso não significa que toda pessoa precisa atingir uma situação financeira perfeita antes de investir.
Significa apenas que investimento deve fazer parte de um planejamento maior.
Crie uma reserva para emergências
Antes de assumir riscos maiores ou comprometer dinheiro por prazos longos, é importante pensar nos imprevistos.
Uma reserva para emergências existe justamente para situações inesperadas.
Por exemplo:
- perda de renda;
- determinadas despesas médicas;
- reparos urgentes;
- outros acontecimentos relevantes não planejados.
O objetivo dessa reserva não é maximizar rentabilidade.
As características mais importantes costumam ser segurança compatível com a finalidade e facilidade para acessar o dinheiro quando necessário.
O tamanho adequado depende da situação de cada pessoa.
Estabilidade profissional, despesas essenciais, número de pessoas dependentes da renda e existência de outras fontes de recursos são alguns dos fatores que precisam ser considerados.
Se você ainda não possui reserva alguma, não deixe uma meta grande impedir o início.
Começar com uma quantia pequena e aumentá-la gradualmente já cria o hábito.
Defina por que você está investindo
Essa talvez seja a pergunta mais importante de todo o processo:
Para que esse dinheiro será usado?
Você pode investir para:
- construir uma reserva;
- fazer uma viagem;
- comprar um imóvel;
- pagar estudos;
- trocar de carro;
- iniciar um negócio;
- preparar a aposentadoria;
- construir patrimônio.
Objetivos diferentes exigem investimentos com características diferentes.
Dinheiro que pode ser necessário amanhã não deveria ser tratado da mesma forma que dinheiro destinado a um objetivo daqui a 20 anos.
Por isso, não existe necessariamente um único “melhor investimento”.
Existe um investimento mais ou menos adequado para determinado objetivo.
Defina o prazo do objetivo
Depois de descobrir para que está investindo, pense:
Quando vou precisar desse dinheiro?
Podemos pensar de forma simplificada em objetivos de:
Curto prazo
Dinheiro que poderá ser utilizado em um período relativamente próximo.
Médio prazo
Objetivos para alguns anos.
Longo prazo
Projetos mais distantes, como determinados planos de aposentadoria ou construção patrimonial.
Essas categorias não possuem fronteiras universais.
O importante é compreender que o prazo influencia quais riscos e características podem fazer sentido.
Entenda três conceitos antes de escolher qualquer investimento
Antes de decorar nomes de produtos, entenda:
risco, retorno e liquidez.
Esses três conceitos aparecem praticamente em todo investimento.
O que é retorno?
Retorno é o resultado financeiro proporcionado pelo investimento durante determinado período.
Ele pode ser conhecido de diferentes maneiras dependendo do produto.
Mas cuidado:
uma rentabilidade maior anunciada não significa automaticamente um investimento melhor.
É necessário analisar também risco, prazo, liquidez, custos e tributação.
O que é risco?
Risco é a possibilidade de o resultado ser diferente do esperado, inclusive com perdas.
Existem diferentes tipos de risco.
Entre eles:
- risco de mercado;
- risco de crédito;
- risco de liquidez;
- riscos específicos do produto.
Investimentos diferentes apresentam combinações diferentes desses riscos.
Uma regra importante é:
retorno potencial não deve ser analisado isoladamente do risco.
Promessas de retornos muito altos com pouco ou nenhum risco merecem atenção especial.
O que é liquidez?
Liquidez está relacionada à facilidade e às condições para transformar um investimento em dinheiro disponível.
Imagine dois investimentos.
No primeiro, você consegue solicitar o resgate e ter acesso ao dinheiro rapidamente.
No segundo, o dinheiro precisa permanecer aplicado por determinado prazo ou pode existir dificuldade ou custo para sair antes.
Para uma reserva de emergência, liquidez costuma ser especialmente importante.
Para um objetivo distante, talvez você possa aceitar condições diferentes.
Por isso, sempre pergunte:
Quando poderei retirar meu dinheiro e em quais condições?
Renda fixa e renda variável: qual é a diferença?
Uma das primeiras divisões que você encontrará é entre renda fixa e renda variável.
O que é renda fixa?
Na renda fixa, as regras de remuneração são conhecidas no momento da aplicação.
Isso não significa necessariamente que você saiba antecipadamente o valor exato que receberá.
Existem diferentes formas de remuneração.
Prefixada
A taxa é definida no momento da aplicação.
Pós-fixada
A remuneração acompanha algum indicador de referência previsto nas condições do investimento.
Híbrida
Combina componentes, como uma taxa acrescida de determinado índice.
Alguns exemplos de produtos associados à renda fixa são:
- títulos públicos;
- CDB;
- LCI;
- LCA;
- debêntures.
Mas atenção:
renda fixa não significa ausência de risco.
Os riscos dependem do produto, emissor, prazo e demais condições.
O que é renda variável?
Na renda variável, o resultado futuro não é conhecido antecipadamente da mesma forma.
As ações são um dos exemplos mais conhecidos.
Quando você compra uma ação, adquire uma pequena participação em uma empresa.
O preço pode subir ou cair.
Dependendo da empresa e de suas decisões, também podem existir distribuições de resultados aos acionistas.
Outros investimentos também podem apresentar exposição a renda variável.
A possibilidade de retornos maiores vem acompanhada da possibilidade de oscilações e perdas.
Por isso, renda variável não deve ser tratada como uma maneira garantida de multiplicar dinheiro.
O que é Tesouro Direto?
O Tesouro Direto é um programa que permite a pessoas físicas investir em títulos públicos federais.
Ao adquirir um título público, você está essencialmente emprestando dinheiro ao governo federal nas condições daquele título.
Existem títulos com diferentes características de remuneração e prazo.
Por isso, não basta dizer:
“Vou investir no Tesouro.”
É necessário entender qual título está sendo comprado e se suas características são adequadas ao objetivo.
Títulos públicos também podem apresentar oscilações de preço antes do vencimento.
O que é CDB?
CDB significa Certificado de Depósito Bancário.
De forma simplificada, ao investir em um CDB você empresta dinheiro a uma instituição financeira, que remunera esse recurso conforme as condições contratadas.
CDBs podem possuir:
- diferentes prazos;
- diferentes taxas;
- diferentes condições de liquidez;
- diferentes emissores.
Por isso, dois CDBs podem ser bastante diferentes entre si.
Não compare apenas a porcentagem de rentabilidade anunciada.
Observe também emissor, prazo, liquidez, riscos, tributação e demais condições.
O que são LCI e LCA?
LCI e LCA são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras e relacionados, respectivamente, aos setores imobiliário e do agronegócio conforme suas estruturas regulatórias.
Esses produtos possuem características próprias, incluindo regras de prazo, liquidez e tributação.
Não devem ser escolhidos apenas porque determinado anúncio destaca uma vantagem tributária.
É necessário comparar o resultado e as condições do investimento como um todo.
O que são ações?
Ações representam pequenas parcelas do capital de empresas.
Ao comprar ações, você se torna acionista daquela companhia na proporção da sua participação.
O preço das ações pode oscilar por diversos motivos:
- resultados da empresa;
- expectativas;
- economia;
- juros;
- setor;
- eventos políticos;
- comportamento dos investidores.
Por isso, ações podem apresentar variações significativas.
Elas não devem ser compradas apenas porque alguém afirmou que determinado preço “vai subir”.
O que são fundos de investimento?
Fundos reúnem recursos de diferentes investidores em uma estrutura coletiva administrada conforme uma política de investimento definida.
Existem fundos de diferentes tipos e níveis de risco.
Antes de investir em um fundo, é importante entender aspectos como:
- política de investimento;
- riscos;
- taxas;
- prazo de resgate;
- composição;
- administrador e gestor;
- regras do produto.
Taxas merecem atenção porque reduzem o resultado líquido recebido pelo investidor.
O que são ETFs?
ETF é um fundo negociado em bolsa que geralmente busca acompanhar determinado índice ou estratégia definida.
Existem ETFs ligados a diferentes mercados e classes de ativos.
Uma característica interessante é permitir exposição a uma cesta de ativos por meio de um único produto.
Mas isso não significa que todo ETF seja automaticamente seguro ou adequado para iniciantes.
O risco depende dos ativos e da estratégia que o fundo acompanha.
O que significa diversificar?
Diversificação significa evitar concentrar todo o patrimônio em uma única fonte de risco.
A lógica pode ser resumida pela conhecida ideia:
não colocar todos os ovos na mesma cesta.
Imagine alguém que coloca todo seu dinheiro em uma única empresa.
Se aquela empresa enfrentar um problema grave, praticamente todo o patrimônio investido estará exposto.
Uma carteira diversificada distribui recursos entre diferentes ativos, emissores, setores ou classes, conforme a estratégia.
Diversificação não elimina riscos.
Ela busca evitar que um único evento determine sozinho o resultado de todo o patrimônio.
O que é perfil de investidor?
Pessoas diferentes reagem de maneiras diferentes ao risco.
Uma pessoa pode aceitar oscilações maiores buscando objetivos de longo prazo.
Outra pode perder o sono ao observar uma queda temporária.
Instituições financeiras utilizam processos de avaliação do perfil do investidor para verificar a adequação de determinados produtos às características do cliente.
Mas o perfil não depende apenas de coragem.
Também importa sua capacidade financeira de assumir risco.
Uma pessoa pode gostar de risco e, ao mesmo tempo, precisar daquele dinheiro daqui a três meses.
Nesse caso, o prazo do objetivo limita o risco que faz sentido assumir.
Com quanto dinheiro posso começar a investir?
Você não precisa necessariamente possuir milhares de reais para fazer o primeiro investimento.
Existem produtos financeiros com valores iniciais relativamente baixos.
Os valores mínimos variam conforme produto, instituição, preço dos ativos e regras vigentes.
Por isso, em vez de esperar possuir uma grande quantia, o mais importante pode ser criar o hábito de separar dinheiro regularmente.
Começar pequeno também permite aprender sem colocar uma parcela grande do patrimônio em decisões que você ainda está aprendendo a avaliar.
É melhor investir R$ 100 hoje ou esperar juntar mais?
Depende do produto, dos custos e da sua situação financeira.
Mas existe uma vantagem em começar com valores compatíveis com sua realidade:
você desenvolve o hábito.
Imagine alguém que decide esperar sobrar R$ 10 mil para aprender sobre investimentos.
Talvez essa sobra nunca apareça.
Outra pessoa começa separando R$ 50 ou R$ 100 mensalmente.
Além de acumular dinheiro, começa a aprender na prática.
O valor inicial não precisa impressionar ninguém.
Ele precisa caber no seu orçamento.
Como escolher uma instituição para investir?
Antes de enviar dinheiro, verifique com quem você está negociando.
Utilize instituições e intermediários devidamente autorizados para as atividades que exercem.
Não escolha apenas porque alguém entrou em contato pelo WhatsApp ou pelas redes sociais.
Também observe:
- custos;
- produtos oferecidos;
- atendimento;
- segurança;
- facilidade de utilização;
- informações fornecidas.
Nunca transfira dinheiro para uma pessoa física desconhecida porque ela prometeu investir em seu nome.
Como fazer o primeiro investimento?
O processo varia conforme o produto e a instituição, mas uma sequência geral pode ser:
1. Organize o orçamento
Descubra quanto consegue separar sem comprometer despesas essenciais.
2. Construa sua reserva
Priorize proteção contra imprevistos antes de assumir riscos incompatíveis com sua situação.
3. Defina um objetivo
Saiba para que está investindo.
4. Defina o prazo
Descubra quando precisará do dinheiro.
5. Entenda risco e liquidez
Não olhe apenas para rentabilidade.
6. Conheça o produto
Leia as características antes de investir.
7. Verifique a instituição
Confirme se ela está devidamente autorizada quando a atividade exigir autorização.
8. Comece com um valor compatível
Não precisa colocar grande parte do patrimônio na primeira aplicação.
9. Acompanhe
Entenda o que acontece com seu investimento.
10. Continue aprendendo
Aumente a complexidade da carteira apenas conforme aumenta seu conhecimento.
Preciso acompanhar meus investimentos todos os dias?
Para a maioria dos objetivos de longo prazo, acompanhar preços a todo momento pode ser desnecessário.
A frequência adequada depende dos investimentos e da estratégia.
Mais importante do que olhar a cotação todos os dias é revisar periodicamente:
- seus objetivos;
- sua carteira;
- mudanças na sua vida;
- riscos;
- necessidade de dinheiro;
- distribuição dos investimentos.
Investir não deveria transformar sua rotina em uma sequência interminável de decisões impulsivas.
Devo investir todo mês?
Aportes regulares podem ajudar na construção de patrimônio e criar disciplina.
Mas o valor precisa caber no orçamento.
Uma estratégia simples é definir uma quantia ou percentual que possa ser mantido ao longo do tempo.
Se sua renda varia, o aporte também pode variar.
O importante é evitar investir um valor que depois precisará retirar para pagar contas básicas.
Investir é diferente de poupar?
Sim, embora os conceitos estejam relacionados.
Poupar significa gastar menos do que você recebe e separar a diferença.
Investir significa aplicar o dinheiro poupado em algum instrumento com determinadas características de risco, retorno e liquidez.
Primeiro surge a capacidade de poupar.
Depois você decide como utilizar ou investir esses recursos conforme seus objetivos.
Poupança é investimento?
A caderneta de poupança é uma modalidade de aplicação financeira.
Portanto, tecnicamente é uma forma de investimento.
Mas ela não deve ser escolhida apenas por hábito.
Assim como qualquer alternativa, deve ser comparada considerando:
- rentabilidade;
- liquidez;
- risco;
- objetivo;
- regras aplicáveis.
O fato de uma aplicação ser conhecida não significa automaticamente que seja a mais adequada para todos os objetivos.
Preciso investir em ações?
Não.
Ninguém precisa comprar ações simplesmente para poder dizer que investe.
Ações são apenas uma das classes disponíveis.
Sua carteira deve ser construída de acordo com seus objetivos, prazos, conhecimento e capacidade de assumir riscos.
Para algumas pessoas, renda variável pode fazer parte da estratégia.
Para outras situações, determinados objetivos podem exigir alternativas diferentes.
Investimento de alto retorno é sempre melhor?
Não.
Imagine duas alternativas.
Uma promete retorno maior, mas existe grande possibilidade de perda.
Outra possui retorno esperado menor, mas características mais adequadas ao seu objetivo.
Não faz sentido escolher automaticamente a primeira apenas pelo número maior.
Rentabilidade precisa ser analisada junto com:
risco + liquidez + prazo + custos + tributação + objetivo.
Cuidado com promessas de investimento garantido
Golpes financeiros frequentemente exploram justamente o desejo de ganhar mais.
Alguns sinais de alerta são:
- promessa de rentabilidade muito alta;
- retorno garantido com pouco ou nenhum risco;
- pressão para investir imediatamente;
- suposta oportunidade secreta;
- dificuldade para identificar a empresa;
- pedidos para transferir dinheiro para contas de terceiros;
- promessa de enriquecimento rápido;
- uso de depoimentos como principal prova de segurança.
Não tome uma decisão apenas porque alguém mostra resultados passados ou capturas de tela.
Pesquise a empresa e o produto utilizando fontes independentes.
E lembre-se:
quanto mais extraordinária a promessa, maior deve ser sua disposição para verificar antes de enviar dinheiro.
Criptomoedas são um bom investimento para iniciantes?
Criptoativos possuem características e riscos próprios e não precisam ser o primeiro investimento de alguém.
Antes de entrar nesse mercado, é importante compreender volatilidade, custódia, funcionamento dos ativos e riscos envolvidos.
O fato de determinado ativo ter subido muito no passado não significa que continuará subindo.
Da mesma forma, tecnologia interessante não transforma automaticamente qualquer ativo em bom investimento.
Para um iniciante, construir primeiro uma base sobre risco, liquidez, diversificação e funcionamento dos investimentos tradicionais pode facilitar decisões futuras sobre classes mais complexas.
Qual é o melhor investimento para quem está começando?
Não existe uma resposta universal.
A pergunta correta é:
melhor para qual objetivo?
Para uma reserva de emergência, você pode priorizar determinadas características.
Para uma aposentadoria daqui a décadas, as necessidades são diferentes.
Para dinheiro que será utilizado daqui a dois anos, novamente serão diferentes.
Antes de procurar o produto, defina o problema que ele precisa resolver.
Um exemplo de como pensar
Imagine que Ana tenha R$ 3.000 disponíveis.
Ela pergunta:
“Onde devo investir?”
Ainda não temos informações suficientes.
Precisamos saber:
Ana possui dívidas?
Tem reserva de emergência?
Vai precisar desses R$ 3.000 em breve?
Qual é o objetivo?
Qual é o prazo?
Qual perda conseguiria suportar?
Somente depois dessas respostas podemos avaliar quais características de investimento fazem sentido.
Esse raciocínio é mais importante do que decorar uma lista de produtos.
Um plano simples para começar
Se você está começando do zero, siga esta sequência:
1. Organize sua vida financeira.
2. Saiba quanto consegue poupar.
3. Avalie suas dívidas.
4. Pense na reserva para emergências.
5. Defina seus objetivos.
6. Determine os prazos.
7. Entenda risco, retorno e liquidez.
8. Conheça renda fixa e renda variável.
9. Pesquise os produtos adequados ao objetivo.
10. Verifique custos, riscos e tributação.
11. Comece com um valor compatível com sua realidade.
12. Diversifique conforme sua carteira e conhecimento evoluírem.
Você não precisa saber tudo para começar
Um dos extremos é investir sem entender nada.
O outro é acreditar que precisa dominar todo o mercado financeiro antes de investir o primeiro real.
Nenhum dos dois é necessário.
Você pode começar aprendendo conceitos básicos e utilizando produtos que compreende.
Depois, conforme aumenta seu conhecimento, pode estudar alternativas mais complexas.
O importante é nunca investir em algo apenas porque:
“todo mundo está comprando”;
“um influenciador recomendou”;
“subiu muito”;
“me disseram que não tem risco”;
ou
“parece que vou perder a oportunidade”.
Investimento não precisa ser emocionante.
Na maior parte do tempo, ele deveria ser consequência de planejamento, disciplina e decisões compatíveis com seus objetivos.
Antes de perguntar qual investimento rende mais, pergunte:
qual é o meu objetivo, quando vou precisar desse dinheiro e quais riscos posso assumir para chegar até lá?
Quando essas respostas ficam claras, o universo dos investimentos começa a ficar muito mais simples.
Conteúdo de caráter informativo e educacional. Este material não constitui recomendação individual de investimento. Produtos financeiros possuem riscos, custos, regras e tributação que devem ser avaliados antes da decisão.
